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4) Nos períodos de campanha política o senhor via os programas políticos?
INRI CRISTO: “Claro, mas assistia com desprazer, como um observador crítico. Para mim sempre foi desconfortável assistir ao desfile de mentiras e promessas falazes que jamais seriam e jamais serão cumpridas. Meu PAI disse que tenho a obrigação de manter-me atualizado sobre tudo o que acontece não só na América Latina, mas também na Ásia, na África, na Europa, enfim, em toda a dimensão terrestre, principalmente no país que Ele me concedeu como pátria. Devido à minha condição representativa, tenho a obrigação de acompanhar o comportamento político e sociológico de todos os governantes. E agora com a globalização, com a internet, com os meios de comunicação se interligando, dentro daquilo que é possível numa mídia tendenciosa, mantenho-me sempre bem informado sobre a realidade mundial”.
5) Eles lhe ajudaram a escolher seu candidato ou o sr já o tinha em mente?
INRI CRISTO: “Eu não tinha nenhum candidato em mente, tampouco consegui ser convencido por qualquer programa político”.
6) Em quem o sr. votou?
INRI CRISTO: “Felizmente, na ocasião da eleição eu estava em trânsito, aqui por Brasília. Ainda não foi possível transferir meu título nem o de meus discípulos e discípulas para o Distrito Federal, pois faz pouco tempo que a sede da SOUST foi transferida para cá. Então, tivemos que justificar a ausência neste último pleito”.
7) O que o sr espera do atual governo?
INRI CRISTO: “Como eu tenho consciência de que ninguém ascende ao poder sem a anuência do ALTÍSSIMO, que escreve direito mesmo que por linhas tortas, espero que meu PAI, SENHOR e DEUS inspire o presidente eleito a fim de que, mesmo face ao quadro político nacional, à mercê desse festival de denúncias de corrupções, faça alguma coisa para mitigar o sofrimento do povo”.
8) Crê que o governo deve se envolver nas questões religiosas? Ou deve permanecer laico?
INRI CRISTO: “O governo que se envolve nas questões religiosas é sempre tendencioso; como já disse anteriormente, na atual conjuntura é inviável, utópico existir um governo teocrático. Ortodoxo é o governo laico, a exemplo da França, onde é proibido expor símbolos religiosos nas repartições públicas. Aqui no Brasil o cidadão chega a um órgão militar, um fórum, uma prefeitura, ou o próprio palácio do governo e está sujeito a deparar-se com símbolos de idolatria. Isto é inconstitucional, pois a constituição prevê que o direito é igual para todos. Como fica o direito dos judeus, dos ateus, dos evangélicos quando chegam a um local público que impõe, por exemplo, uma estátua da madona, cognominada “mãe de deus”? Se a constituição e o direito sagrado dos cidadãos fossem respeitados, o governo não se envolveria nas questões religiosas, como acontece na França, que deveras é um país laico e ninguém é obrigado a curvar-se a nenhuma religião (refiro-me à França porque, durante o tempo que lá vivi falando ao povo nas praças públicas e convivendo em suas casas, tive a oportunidade de perceber que o povo francês usufrui de liberdade consciencial). Eu ainda desejo e espero ver o Brasil laico. A liberdade consciencial seria salutar para todo o povo brasileiro. Imaginem que o Brasil tem um dia de veneração a uma estátua (que a princípio fora encontrada sem o órgão principal, carecendo que lhe agregassem justo a cabeça) estabelecido por um ex-ditador que se suicidou. Ele decretou o dia 12 de outubro em “homenagem à padroeira do Brasil”. Onde está o respeito às outras religiões, às outras crenças? Isso é um absurdo! Notai bem, meus filhos: se o ditador que decretou o dia de “homenagem à padroeira” posteriormente se suicidou, não seria de rever este decreto ao longo dos tempos, até para que o Brasil tivesse como padroeiro unicamente o ALTÍSSIMO? (“Eu sou o SENHOR, este é o meu nome, não darei a outro a minha glória nem consentirei que se tribute aos ídolos o louvor que só a mim pertence” – Isaías c.42 v.8)”.
9) Como é seu relacionamento com as demais religiões?
INRI CRISTO: “Inexiste. Eu não tenho relações com as demais “religiões”, pois estou aqui na Terra pelos descontentes. Mesmo os líderes religiosos que usam meu nome antigo (Jesus) eu os olho com amor, porque, na luz de meu PAI, SENHOR e DEUS, que é em mim, continuo amando todas as criaturas que se movem sobre a terra. Na verdade eles estão me prestando um grande serviço, pois estão me poupando que uma legião de fanáticos venha me seguir. Graças ao proselitismo, à manipulação, ao monitoramento que exercem ao impor um cabresto nas ovelhas enganadas, eu posso me reunir com os descontentes e cumprir a missão que meu PAI me confiou, que é ensinar-lhes a lei divina, pois é só pelos descontentes que estou aqui na Terra. Então eu me reúno aos descontentes e preparo o dia do SENHOR, que ainda não chegou. E os mercenários da fé obviamente propiciam o cumprimento do que eu mesmo profetizei quando me chamava Jesus em relação ao meu retorno: “Mas primeiro (antes do dia de glória do SENHOR) é necessário que o Filho do Homem sofra muito e seja rejeitado por esta geração. Assim como foi nos tempos de Noé, assim será também quando vier o Filho do Homem” (Lucas c.17 v.25 a 35)”.
10) Como o sr vê o Brasil do futuro?
INRI CRISTO: “Eu vejo o Brasil do futuro atrelado ao plebiscito no qual o povo decidirá se devo ou não me manifestar sem interrupção e conseqüentemente expor o futuro do Brasil. Até porque, em toda história da humanidade, jamais um líder pôde conduzir seu povo sem exercer o direito da oratória. Mormente eu que vos falo só poderei expor a solução, o futuro do Brasil a fim de ajudar o meu povo, expressando-me livremente em cadeia nacional”.
Quem divulgar esta entrevista será agraciado com bênçãos do céu.