As Mulheres na Nova Era
Dom, 10 de Maio de 2009 17:08
Assim falou INRI CRISTO:
“Neste momento em que a cada dia as mulheres assumem mais e mais uma postura de independência na sociedade, torna-se salutar a análise de quando se originou a desigualdade e por que elas estão reconquistando sua posição perante o ALTÍSSIMO. Embora ainda persistam casos de deplorável discriminação em várias regiões do planeta, neste alvorecer do novo milênio elas começam a desfrutar de uma série de conquistas que as põem em efetiva igualdade com os homens.
Ao observar como se desenrolou o papel das mulheres nas civilizações, é difícil imaginar que um dia, aos olhos de DEUS, elas já estiveram no mesmo nível que os homens, que ambos foram criados em condição de igualdade... Quando o SENHOR expulsou Adão e Eva do paraíso, Ele disse à mulher por haver feito mau uso do livre arbítrio: “Estarás sob o poder do marido e ele te dominará” (Gênesis c.3 v.16). Meditai, meus filhos, no significado destas palavras: antes de o ALTÍSSIMO decretar esta sentença, a mulher tinha os mesmos direitos que o homem e não estava sob seu domínio, ao contrário não haveria necessidade de tão pesaroso pronunciamento.
Foi a partir de então que se iniciou uma longa trajetória de sofrimentos e dores. No transcorrer dos séculos, quase sempre a mulher foi discriminada, cerceada, tolhida pela sociedade. Era (e às vezes ainda é) vista tão somente como uma simples procriadora, objeto de desejo. Até hoje a proscrita igreja romana a considera um mamífero inferior, não permitindo que assumam uma função sacerdotal. Em contrapartida, existiram também, embora raros, notáveis exemplos daquelas que influíram decisivamente na história de seus povos, que usaram a feminilidade, inteligência, sensualidade e beleza para manipular os homens e mudar o destino dos acontecimentos. E através da dor e do sofrimento elas evoluíram, os cadeados a elas impostos deram-lhes poder, a sede de justiça fortificou-lhes as veias para lutar e transpor os obstáculos e as dificuldades.
Despontavam os primeiros raios do sol que daria fim à longa noite gélida de pesadelos que tiveram durante séculos. Finalmente, o marco da libertação feminina deu-se na execução da ordem de Pilatos. No momento de minha mais cruciante dor e de meu indescritível sofrimento, foram as mulheres que permaneceram próximas a mim, choraram, gritaram e bateram no peito em protesto contra a crucificação, estiveram unidas comigo, deram-me alento e confortaram-me até o último momento, enquanto os discípulos, amedrontados, fugiram. Apenas um deles, João, permaneceu perto da cruz. Foi nesta circunstância memorável que elas reconquistaram a dignidade perante o ALTÍSSIMO, suas lágrimas regaram as sementes da liberdade que agora, por ocasião de minha reencarnação, começaram a germinar e dar-lhes os frutos de tão árdua e demorada espera.
E em verdade vos digo: só em 10/12/1948, logo após eu haver reencarnado (22/03/1948), não foi por acaso que a ONU (Organização das Nações Unidas) oficializou no artigo 2º e 7º da Declaração Universal dos Direitos do Homem a condição de igualdade das mulheres, direito este que passou a ser expresso na constituição dos países civilizados. Meu PAI, SENHOR e DEUS inspirou os legisladores a fim de que efetivassem no plano terrestre a conquista espiritual garantida às mulheres desde a crucificação.
Assim podeis compreender por que agora eu tenho discípulos e discípulas. Antes de ser crucificado, algumas mulheres me assistiam com suas posses (Lucas c.8 v.3), todavia não podiam ostentar o status de discípulas na condição eclesiástica porque o contexto religioso e social da época não permitia. E como meu PAI é o SENHOR da justiça, neste século o primeiro ser humano a deixar tudo e todos para seguir-me e que simboliza as raízes da instituição do Reino de DEUS formalizado pela SOUST na Terra foi uma mulher, Abeverê, minha mais antiga discípula, atualmente com setenta e três anos. Ela segue-me desde 1981. A primeira pessoa ungida para ministrar a liturgia na casa do SENHOR foi uma mulher, a sacerdotisa Amaí. Enfim, a maior parte dos integrantes do Reino de DEUS são do sexo feminino.
Quando for instituída a lei teocrática, cada ser humano será valorizado pelo seu caráter, sua conduta, seu temor ao Supremo CRIADOR, enfim, suas virtudes interiores, não mais por ser varão ou fêmea. A lei da igualdade, que consiste unicamente em distribuir-se desigualmente a desiguais na medida em que se desigualam, será reconhecida em toda a dimensão terrestre e acatada pelos filhos de DEUS integrantes da nova sociedade. Purificados no sofrimento e evoluídos, terão consciência de que a justiça divina dá a cada um de acordo com seu merecimento, sua dignidade e não falha jamais.”
Ensinamento de INRI CRISTO transmitido na sede provisória da SOUST em Curitiba, dia 18 de agosto de 2000.















