Parábola do Rei
Sex, 11 de Julho de 2008 12:07
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O Rei dos reis, INRI CRISTO, após haver sido coroado pelos soldados romanos com uma coroa de espinhos e crucificado a pedido dos filhos de Jerusalém com a disfarçada aprovação de Pôncio Pilatos, reencarnou e, em sua volta à terra, após peregrinar por dezenas de países e centenas de cidades, ao chegar a Brasília, em 1981, reuniu-se ao povo na praça da torre da TV. E, quando estava no ápice de um sermão que proferia em cima de um caminhão, o proprietário do veículo veio pelas costas e o empurrou bruscamente. INRI caiu, sendo amparado pela multidão. Então, disse que iria embora e não falaria mais ali. Todavia, alguns policiais presentes disseram-lhe: "A partir de agora nós garantiremos a segurança, pois também queremos ouvir-te".
INRI, desabafando, falou assim:
"Certa vez, um rei que amava muito seu povo teve que fazer uma viagem. Antes, porém, teve o cuidado de reunir seus servos, que eram também seus amigos, e lhes distribuiu responsabilidades, fazendo cada um saber seu dever durante sua ausência. Disse ainda o rei a seus servos, com veemente convicção, que voltaria e, em sua volta, julgaria cada um de acordo com sua obra. E, para que houvesse ordem e harmonia em seu reino durante sua ausência, nomeou, inspirado por DEUS, um de seus servos para presidir os demais.
Não obstante, este servo desencarnou, e seus sucessores naturais vilipendiaram os mandamentos deixados pelo rei e transformaram o reino num caos. Construíram uma estátua do rei e ensinaram seu povo que a dita estátua era o rei. E, obedientes ao príncipe das trevas, Belzebu, passaram a perseguir qualquer indivíduo que ousasse contrariar suas barbaridades. Ignorando os mandamentos deixados pelo rei, queimaram na fogueira as pessoas honestas que se manifestavam contra suas iniqüidades.
E o Rei voltou. Mas DEUS, que não dorme e que tudo vê das culminâncias de sua insofismável onipresença, onipotência e onisciência, advertiu o rei, que, por sua vez, visitou seu reino em oculto, como um ladrão. E ele, carregando um mistério em seu nome, entrava nas casas de seu povo e, nas poucas vezes em que era recebido, dormia junto a seu povo.
Porém, na maioria das vezes, era perseguido, prisioneiro e expulso de suas casas, de suas cidades, de seus países. E ele marchava sobre a terra, ocultando em seu interior e em seu nome seu grande mistério a fim de conhecer bem seu reino que se multiplicara em sua ausência. Quando a hostilidade chegava ao extremo, ele dormia nas florestas, nos cemitérios... sendo que muitas vezes, ao peregrinar sobre a terra, observava, ao passar pelos campos, qual árvore poderia servir de refúgio para reclinar sua cabeça. Todavia, até mesmo das florestas era expulso por aqueles que deveriam recebê-lo, pois se intitulavam - e se intitulam - príncipes de seu reino e se diziam seus servos, mas, por conveniência, preferiam - e preferem - um rei de metal, de gesso, de plástico... em forma de estátua, enfim, um rei sem autoridade e que serve aos inconfessáveis interesses ocultos daqueles usurpadores que rendem obediência e servilidade a Belzebu.
Eu que vos falo sou este Rei. Voltei como vos havia prometido.
Meu nome novo é INRI.
INRI é o nome que eu paguei com meu sangue na cruz: I.N.R.I.
INRI é o nome que Pilatos escreveu em cima de minha cabeça quando eu agonizava na cruz, quando cuspiam em meu rosto, quando me humilhavam, quando se cumpriam as Escrituras.
E o servo que nomeei para presidir meu reino de luz foi Pedro. A nomeação aconteceu quando eu disse: "...Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mateus c.16 v.18).
Quando Pedro desencarnou, os usurpadores que se sucederam transformaram paulatinamente meu reino de luz num principado de iniqüidades e, na obediência a Belzebu - príncipe das trevas - e satisfação de seus instintos bestiais e imorais objetivos ocultos, ensinaram meu povo a se ajoelhar em frente a estátuas frias, geladas, inertes; e, despudoradamente, dizem aos quatro cantos do mundo que eu sou uma daquelas estátuas malditas construídas por perecíveis mãos humanas, menosprezando as sagradas escrituras, pois está escrito dezenas de vezes que meu PAI, meu SENHOR e meu DEUS amaldiçoa os que se prostram diante de estátuas (Levítico c.26). No livro da Sabedoria c.14 v.8, o SENHOR disse: "...o ídolo, obra das mãos humanas é maldito, ele e seu autor..." E eu mesmo disse a meu discípulo João que os adoradores de ídolos ficarão fora do reino dos céus (Apocalipse c.21 v.8 - c.22 v.15).













