Parábola do Juiz Justo

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Assim falou INRI CRISTO com o dedo em riste a um fariseu - destes que se dizem crentes e evangélicos - que, na assembléia da Casa de DEUS, em meio aos cristãos, contrariando o que está escrito em Apocalipse cap.3 vers.19 (“Eu repreendo e castigo os filhos que amo”), interrompendo o sermão numa reunião de sábado, latiu: “Jesus perdoa, Jesus perdoava...”:

“O juiz justo é aquele que faz justiça, castiga, porque o juiz que só perdoa estimula a delinqüência e a conseqüente reincidência. Imagina, fariseu, que um facínora entra em tua casa, seqüestra a tua filha de quatro anos, leva-a a um bosque, estupra-a, a seguir esquarteja-a, joga um pedaço aqui, outro ali.

A polícia, acionada, recolhe os pedacinhos da tua filha, uma mãozinha aqui, um pezinho lá, e reconstitui parcialmente o cadáver, posto que alguns membros não foram encontrados por haverem sido devorados por cães famintos. Tu e tua mulher chorais, a comunidade se revolta; a polícia sai em busca do estuprador, monstro assassino. Depois de incessantes diligências, pressionada pela sociedade, pela mídia, finalmente encontra o malvado delinqüente que, à espreita nas cercanias de um jardim de infância, preparava-se para emboscar a próxima vítima.

A polícia monta um rigoroso inquérito, obtém a confissão dele diante de testemunhas; ele confessa friamente com riqueza de detalhes o delito cometido. Levado ao tribunal, diante do juiz, ao avistar o magistrado prostra-se chorando, ante o olhar estupefato do conselho de sentença e suplica perdão, jurando arrependimento, afirmando jamais voltar a cometer tamanha monstruosidade.

Então nasce a pergunta, meus filhos, que dará sentido a esta parábola:

- Comovido pelos prantos, pelas lágrimas de crocodilo, estimulando a reincidência, ignorando o Titular do Ministério Público, o conselho de sentença e o restante da sociedade representada pelos espectadores, olvidando-se das lágrimas da criança indefesa, do sofrimento dos genitores, que, inconsolados, choram a perda da menina, o juiz justo perdoa o delinqüente confesso ou pronuncia a exemplar sentença que ao mesmo tempo castiga o culpado e serve de advertência para que outros não sigam o mau exemplo, formando assim, através da justa medida, mecanismos de equilíbrio para que haja paz e harmonia na sociedade?

Em verdade, meus filhos, os falsos profetas, os falsos religiosos, falcatruólogos, engodólogos que, mascarados de teólogos, se dizem meus servos e de meu PAI, SENHOR e DEUS, são muito mais perigosos e perniciosos do que o malfeitor estuprador desta parábola, uma vez que eles, ao invés de estuprar e esquartejar criancinhas indefesas, estupram a mente e manietam o sagrado direito das mesmas, impedindo-as de raciocinar, forjando-as, desde a mais tenra idade, como pequeninos robôs para, adolescendo escravas, atingirem a idade adulta como meras marionetes de lucro que, enganadas, alienadas e manipuladas, vegetam à mercê da ambição e dos caprichos e instintos bestiais destes lobos com pele de ovelha que - no afã de manter os incautos encabrestados, gravitando em torno deles, objetivando o enriquecimento ilícito na venda de falsos sacramentos, na prática da chantagem do dízimo do salário do obreiro, contrariando o que eu ensinei antes da crucificação: “Dai de graça o que de graça recebestes” (Mateus cap.10 vers.8) - inculcam em suas orelhas uma avalanche de inverdades, negando a reencarnação, ignorando que eu disse que João Batista era o Elias renascido (Mateus cap.17 vers.9 a 13) e que Nicodemos deveria renascer (João cap.3 vers.3 a 7).

Sobre a minha volta, grunhem que CRISTO virá em glória nas nuvens, além de muitas outras sandices que não é possível enumerar agora, vilipendiando, outrossim, o que está escrito em Lucas cap.17 vers.25 a 35: "Mas, primeiro é necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração".

Neste momento, meus filhos, eu abdico da condição de juiz, coloco sobre vossos ombros o peso da decisão; sois vós que deveis me responder: o que é a justiça? Como procederá o juiz justo?

De acordo com a vossa resposta - mesmo que não expressa verbalmente, ainda que retida no tribunal de vossa consciência, a qual o ALTÍSSIMO, meu PAI e SENHOR, me deu o dom de sondar e ver - é que eu procederei na hora de julgar a humanidade e principalmente todos aqueles que vibram contra o meu reino de luz.”

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Assim falou INRI CRISTO: "Assim como é no fogo que se experimenta o ouro e a prata, é no sofrimento que se conhece o interior dos seres humanos e as verdadeiras intenções".

 

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